A cidade em segregação é cada vez mais intensa!

A cidade desde sempre produziu tudo, coisas boas e coisas más, resultado das pessoas, mas também formando e deformando as mesmas. Mas esta cidade não pode querer livrar-se delas como se pessoas não fossem. Os Bairros sociais não foram mais do que isto, atirar os pobres da cidade para a periferia. Muitos sugeririam para facilitar a vida que tal colocar a Cadeia ao pé do Bairro social. O centro da cidade transformava-lo numa casa de bonecas em que ninguém trabalha. Mentira, trabalham aquelas profissões mais dignas as chamadas criativas, designers, artistas, músicos, arquitectos, advogados e médicos. Sugiro mais uma coisa e que tal colocar também a Segurança social um CAT e um Centro de Saúde também ao pé da Cadeia e do Bairro Social? Assim tínhamos a cidade dos ricos com Dolce Vita, Hipermercado, Universidade, Politécnicos, Estádio, Piscinas e Parque Verde, tudo na mesma zona, e a cidade dos pobres juntinha como a descrevemos anteriormente.

Alguns dirão mas sempre foi assim, não era a alta dos ricos e dos estudantes e baixa dos pobres? É verdade, mas temos de admitir que os pontos de relação era muito mais intensos a rua Ferreira Borges toda ela cheia de pontos de contacto, os cafés, os comerciantes, os engraxadores, os cauteleiros, os vendedores de castanhas, as igrejas, a praça, a estação. Enfim era a cidade em todo seu esplendor que hoje queremos matar eliminando a sua diversidade no bem e no mal. Assim não vale a pena rendimento mínimo de inserção, Apoios à reintegração de reclusos. Nunca as localizações quiseram dizer tanto!

Vamos ter o autocarro que leva os familiares dos reclusos para o Botão! Lá vai o numero infelizmente ficar conhecido e rotulados todos os que nele viajam. Carlos encarnação ainda vai dizer que não há problema, não se atribui numero ao autocarro, mas as pessoas já sabem é o único sem numero. Na actual penitenciária de Coimbra até entrar nesta posso ir para qualquer lado, para o quartel, para a casa da cultura entre outros. E os guardas vão deixar de ter os seus momentos relaxantes entre turnos quando se passeiam pela rua avenida Sá da bandeira.

Temos uma cidade lindíssima cheia de diversidade mas querem matá-la. Vamos todos pensar em soluções. A cadeia de alta segurança pode não ficar  naquele local, o que é compreensível. O espaço onde está a cadeia distrital até pode servir para área residencial e contribuir para construção de uma nova cadeia. Mas temos que preservar a diversidade, manter a justiça e a sua aplicação no centro das nossas preocupações. Para além da importância histórica e arquitectónica do edifício em questão, que em breve será apresentada por quem sabe de arquitectura. Já que já ouvi um engenheiro civil bem conhecido na Praça Oito de Maio dizer que aquele edifício não tinha grande importância patrimonial, pois não era muito antigo. Pergunto, a casa da musica não tem  relevância? E é bem recente…

Hugo Duarte

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