Politicas públicas, significa um conjunto de acções organizadas visando o bem comum.

 O que temos?

 

A gestão casuística da cidade incomoda-me profundamente como geógrafo e cidadão. As pessoas atiram ideias para o ar sobre o que poderá ser a penitenciária, um hotel, um centro cultural, o arquivo da universidade, um auditório isto falo de gente com responsabilidades. Este acto é bastante normal e até saudável quando se trata de um cidadão comum, mas quando se trata do poder da cidade é pura irresponsabilidade.

            Mas a cidade não pode ou pelo menos deve estar subordinada a uma gestão pontual e improvisada.

            A cidade tem que ser pensada como um acto o mais concertado possível entre os diversos espaços e dinâmicas sociais.

            Este pensamento é relevante num início de ciclo político, tal como fez Jorge Sampaio em Lisboa.

Pois só alguém desempoeirado e livre para voar nas asas da geografia urbana e do urbanismo pode levar a cabo esta tarefa.

Esta liberdade de pensar e agir implica escolha, algo que não foi capaz de se fazer ao longo dos últimos sete anos em que o Plano Director Municipal se encontra em revisão apenas tomamos as tais decisões casuísticas. A Deloitte contribuiu com um estudo para o Plano Municipal de Ordenamento do Território, no entanto este plano apenas caracterizou aquilo que já conhecíamos não apontou nada de novo. Se calhar também não tinha de apontar bastava termos seguidos os caminhos óbvios e não nos termos limitado a seguir a estratégias testadas com insucesso por outros.

            Criamos um capital do conhecimento e nada fizemos para o seu sucesso, para além das faixas que espalhamos pela cidade a autarquia contribuiu de forma nula para a consolidação desta capitalidade. Fez muito mais o IPN com 3 edifícios e algumas verbas do que a CM de Coimbra com toda a capacidade financeira.

À câmara municipal não lhe compete criar conhecimento, mas compete-lhe criar condições para atingir este. Habitação social para estudantes não existe, para além das residências criadas pela Universidade e as repúblicas.

Em Coimbra ainda não conseguimos perceber que a tal visão integrada obriga a pensar para além do voto “o senhorio vota e o estudante não”. Ainda não percebemos que se o inclino pede 200€ a um estudante e outra universidade oferece um quarto apenas por 100€, o estudante marimba-se para a capital do conhecimento e vai para Aveiro ou Covilhã. Assim o senhorio nem vai ganhar 200€ nem 150 € nem sequer os tais 100€. Esta é a única medida politica que pode levar a um ajuste do preço da habitação em Coimbra compatíbilizando-a com o nível de vida em Portugal.

A capital do conhecimento apenas deixou para segundo plano a capital da saúde que aparentemente no aspecto económico bastante mais lucrativa.

Os caminhos são óbvios, basta saber ler o território. O território da penitenciária precisa de decisores que o saibam ler.

 

Hugo Duarte

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