O doidinho que só sabia dizer mal!

Havia um senhor que só sabia dizer mal, quando toda a gente dizia que tudo ia bem e o “louco” gritava o rei vai nu.

O rei ia coberto com um lindo casaco de peles e algumas jóias. A corte comprava grandes cavalos que até trocava quando não gostava da cor, e o povo vivia na miséria.

Na Grécia antiga já havia os tais loucos, alguns foram baptizados de demagogos e proibidos de entrar nas cidades, eles diziam que ainda faltava muito naquele regime para ser uma democracia. Em Roma haveriam também alguns loucos diziam que o imperador andava nu, um dia Roma ardeu.

Os nobres por todo o lado simulavam pensar no povo nos seus desacatos, na realidade o exercício do poder e suas mordomias seduzia-os perversamente que continuavam a dividir as riquezas do estado pedindo sacrifícios ao povo. Em tempo de vacas gordas a corrupção passava mais ou menos encapotada pela lógica ele rouba para ele mas também rouba para nós. Quando a seca grassou e povo começou a passar fome e o imperador e sua corte continuaram nas grandes farras, as suas montadas gordas os banquetes fartos o ócio infindável estava patente nas mãos brancas e lisas.

Existiram várias cidades que viveram este tipo de problemas e os seus habitantes reagiram de forma diferente, umas compreenderam o louco e rapidamente substituíram o poder corrupto. Outras houve como Roma em que um dia o povo queimou tudo, mas numa aconteceu algo de estranho em que o povo começou a dizer que não era de lá, todos tinhas nascido em todo o lado menos ali, eram de zonas daquela cidade e diziam que a terra deles era a dos pais ou aquelas em que tinha a segunda casa. Esta cidade tornou-se uma terra de ninguém, por culpa não só de alguns, mas de todos que não souberam ouvir o tal doidinho do costume que tristemente nunca conseguiu deixar de dizer esta é a minha terra.

Um comité de sábios reuniu-se no Olimpo celeste chegando à conclusão que as cidades mais felizes eram as que tinham maior número de loucos denunciando as imoralidades “normais” com tal vigor que elas viravam anormalidades.

Levantem-se os loucos desta cidade, insurjam-se para que nunca ninguém tenha vergonha de dizer “sou Conimbricense”.

Hugo Duarte

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