A rapidez dos discursos e a lentidão dos dias!

 

Fim-de-semana de congresso do Partido Socialista, chovia uma morrinha pachorrenta intercalada pelas bátegas mais intensas. Sócrates discursava com uma intensidade frenética, desfraldava bandeiras políticas já aplicadas ou a aplicar, a convicção e a obra feita, leva-me a pensar que o PS vai continuar a ajudar a resolver os problemas de Portugal.

A tarde estava boa para leituras e o Diário de Noticias tinha uma entrevista com António Arnaut, a serenidade e o distanciamento que só a idade permite acompanhada por uma bagagem politica que não abana na primeira investida, fez emergir a calma dos dias. Este trouxe-me a outra política, a do pragmatismo da acção, o que é a esquerda progressista, a necessidade de ser vigilante continuando a discutir politica.

A escola e a mudança da escolaridade obrigatória não resolverá todos os problemas da educação, poderá não resolver a eficácia da escola, mas é um passo importantíssimo para melhoria da qualificação dos portugueses.

As cabalas e o segredo de justiça são importantes, mas não se sobrepõe ás reformas da justiça e aos insuficientes recursos tão importantes para a correcta aplicação da mesma.

Salvar o sistema financeiro é importante, mas não apaga as fraudes cometidas ou a ineficácia das legislações e organismos reguladores ainda em vigor. O dinheiro injectado nos bancos pode desaparecer como areia fina por entre os dedos de uma criança.

Em Coimbra tivemos o prazer de aplaudir os Roling Stones com grandes encargos para a C.M.Coimbra, pagamos desde 2003 cerca de 25000 mil euro por mês aos amigos dos CTT e continuamos sem um Teatro Municipal como tem a Figueira da Foz a Lousã ou qualquer cidade com uma politica cultural normal.

Os problemas vão desaparecendo ou transformar-se noutros, com a certeza que surgem felizmente sempre novos problemas, já bastaram 48 anos sem problemas, no entanto os discursos “resolvedores” do mundo são importantes, mobilizam, mas no dia seguinte os problemas estão lá, é preciso continuar a discutir as acções no mundo, no país, na cidade, no bairro e na rua.

Estas discussões são com certeza provavelmente anarcas, utilizando tantas vezes a ironia o sarcasmo, somos por natureza um país de poetas como tal provocadores da alma, mas não o suficiente para que fenómenos como a corrupção ou despesismo público não sejam factos recorrentes e tolerados, as discussões talvez apressem esta intolerância premente.

Da minha parte minha parte discutirei as políticas e os políticos sabendo que eu mesmo serei alvo da vossa severa critica chamando-me provavelmente demagogo quando mais irritados louco ou até esquizofrénico, mas o espaço publico felizmente é assim com a liberdade expressão acompanhada responsabilidade discutir sempre e somente o que é publico, seguindo a velha máxima de Miguel Torga sou sério mas não me tomo a sério, a efemeridade da vida tal não o permite.

 

Hugo Duarte

 

 

 

 

 

 

 

 

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