A INSUSTENTABILIDADE DO NOSSO DESENVOLVIMENTO.

A INSUSTENTABILIDADE DO NOSSO DESENVOLVIMENTO É, hoje, notícia o arranque da segunda fase das obras do metro do Porto. São mais sete quilómetros que vão fazer a ligação a Gondomar. O Metro Mondego nem a primeira fase vê arrancar. Em termos de acessibilidades e de soluções de transporte colectivo somos filhos de um deus menor. Os cá da terra não sabem e os da capital não querem. Obviamente que há algumas vantagens. Nos nossos hospitais tratam-se doenças respiratórias, cardíacas, nervosas e tantas outras que é melhor garantir a poluição automóvel, o caos e a anarquia que envolvem a circulação e o estacionamento, particularmente na envolvente desses mesmos hospitais. O que se passa junto dos HUC, do IPO, do Pediátrico e que se vai agravar com o novo Hospital Pediátrico, a nova Faculdade de Medicina e os equipamentos a instalar no Pólo III, são ao hino à incapacidade de planeamento e de realização da apregoada cidade do conhecimento. É, no entanto, de registar que este será um contributo para que não faltem utentes aos nossos serviços de saúde. Até o Choupal que é um excelente espaço para esticar as pernas e arejar os pulmões foi colocado sob risco. Tudo aqui é lento, difícil e frequentemente absurdo. Até o aparecimento dos candidatos à Câmara é difícil e então a existência de projectos estruturantes para a cidade é nula. Resta-nos a satisfação de que vem aí a Primavera e de que até já há andorinhas.

João Silva

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