Por uma Queima + S.A.

A queima das fitas é sem sombra de duvida a maior festa da cidade, e a maior festa académica do país e pela qual eu nutro grande simpatia, no entanto não posso deixar de apontar alguns aspectos que poderiam melhorar.

O espaço onde decorre a serenata é bastante exíguo para a numerosa academia e todos os que visitam a cidade do Mondego para assistir a este belo espectáculo.

Existem algumas condições para acontecer um acidente grave, imaginei que alguém liberta gazes tóxicos em plena sé velha.

A queima mais S.A. vem no sentido de mais solidariedade e afecto. A solidariedade em tempos de profunda crise deve começar em bilhetes para as noites do parque bem mais baratos, tipo 5 € estudante e 3 € para estudantes bolseiros, nem que para tal os grupos tenham qualidade inferior, nem que o senhor do bigode, que confesso me diverte imenso, tenha que ficar no Porto.

A festa em tempos de crise tem que ser solidária e económica, se não quando o Presidente da Associação Académica aparece na televisão a dizer que há estudantes a passar fome, pode suar a humor.

Outra sugestão que deixo é reformular o queimódromo, aquele espaço e aquela parte da festa é igual a outro festival Rock qualquer de verão.

Mas a queima não é, nem pode ser uma festa qualquer, quem viveu as queimas no Parque Dr. Manuel Braga sabe do que estou a falar.

A queima deve dar mais ênfase aos grupos da academia, coloca-los a tocar a horas decentes e não quando o recinto já está despido de gente.

O queimódromo precisa de ser mais afectuoso, precisa de espaços relvados que propiciem o distender dos sentimentos da alegria, da amizade e até do amor, foi precisamente por aqui que Pedro e Inês viveram uma intensa paixão.

O queimódromo precisa de bancos, de árvores, de uma barraquinhas típicas a cheirar ao louro das tasquinhas da baixa, uns tintinhos, umas canecas de cevada, uns licores beirão e de merda, uns petiscos típicos das diversas regiões, presunto, queijo, enchidos, entre muitas outras iguarias deste país. O espírito de Coimbra não são aqueles shot´s tão agreste à figadeira e da tradição portuguesa nada carregam, servidos naquelas tendas de ferro que servem para tudo em qualquer local.

Já agora uns cedros e uns candeeiros que iluminem as cordas de uma viola numa linda serenata ao luar cantada por um qualquer Dom Ruan ou Dulcineia vestido de negro.

As Noites do Parque podem beber um pouco do espírito das repúblicas que só lhe melhora as características e as pode tornar únicas Desde já este Doutor e vosso colega aluno de mestrado da F.E.U.C. de Cidades e Culturas Urbanas deixa o desafio: Com os pressupostos enunciados anteriormente o departamento/núcleo de Arquitectura elaborar um projecto para um verdadeiro Queimódromo da Solidariedade e do Afecto, capaz de honrar a maior festa académica de Portugal com a criatividade e aconchego.

É com toda a cagança e espírito académica que deixo um FRA sentido à Comissão Central da Queima das Fitas.

PS. Parabéns pela organização de todas actividades desportivas que engrandecem a festa, em especial pela regata.

Hugo Duarte

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