Autarquias, ideologia e Empresas Municipais.

Há algumas décadas tem se fomentado a ideia de que o poder local em nada é condicionado pela ideologia, depende única e exclusivamente da capacidade executiva e visão dos autarcas. A capacidade executiva e visão dos autarcas é fundamental, mas os seus actos devem ter uma marca ideológica, se estes forem providos de ideologia o que sem dúvida por vezes escasseia, até naqueles aparentemente mais marcados por esta.
O Partido Comunista que faz da ideologia a sua religião, nunca questionando sequer se o capitalismo é solução para alguma coisa, em Coimbra une-se à direita descorando qualquer marca ideológica na política.
Em Coimbra o PCP deixou de entender que o estado é que tem a responsabilidade de encontrar as soluções para os problemas públicos. Infelizmente é verdade que o PS foi quem mais se envolveu na criação de empresas municipais em áreas como por exemplo a água e os resíduos sólidos. Mas também é verdade que uma das principais referências do PS Coimbra, Manuel Machado se opôs há criação destas, tanto assim foi, que as Águas de Coimbra foram a única empresa municipal criada ao longo de 12 anos.
O PCP aliou-se à direita, mas compreendo bem porquê, está ajudar a criar o tal capitalismo da elites dirigentes do estado, tão característico do Estados Comunistas, se calhar o PSD é que está fora de orbita ideológica ao destorcer as regras de mercado.
O Bloco de Esquerda tem sempre inúmeras dificuldades em Coimbra, não elegendo nenhum vereador, porque para ganhar votos é preciso sair do alto da colina e dobrar a espinha, coisa trabalhosa para os estudiosos de secretária.
Por isto tudo o PS tem que se afirmar como o único garante da defesa dos valores da esquerda e da ética republicana, colocando fim ao caos instalado nas empresas municipais especialmente nas Águas de Coimbra. A Empresa de Turismo para lá caminha é uma questão de tempo.
O PS tem que devolver a responsabilidade à política municipal, assumir as empresas municipais como algo que está sobe da alçada directa do Presidente da Câmara, acabando com o alheamento simulado por Carlos Encarnação, com a anuência de PCP e CDS, afim de levar a acabo os tais concursos públicos com perfis afeiçoados, administradores e assessores pagos a peso de ouro, prestando serviços de inferior qualidade se comparados com os serviços dos antigos  Serviços Municipalizados de Coimbra.
Em tempos de crise o vereador Jorge Gouveia Monteiro já se deveria ter demitido em desacordo com esta política, não basta a andar com o punho levantado a defender o proletariado e depois pactuar com a política deste executivo.
O PCP carrega um património de combate à ditadura fascista e de defesa das classes desfavorecidas que é alienada a cada dia que vereador Jorge Gouveia Monteiro se coliga á direita. 
Cabe ao PS naturalmente representar a esquerda com um projecto mobilizador dos que continuam a olhar para o estado como o principal garante de serviços públicos de qualidade, geridos em função do bem-estar colectivo e não do património de alguns.

Hugo Duarte

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