A carta do leitor que o DC não achou pertinente publicar.

Obras e mais Obras, Lixo e mais Lixo em Coimbra

 
            As ruas desta cidade parecem um estaleiro de obras todo ano, o pó e o barulho pairam no ar, os passeios estão negros de esterco, cheira mal em muitos sítios e as moscas não largam as pessoas. Os prédios novos ou acabados de pintar ficam rapidamente sujos do pó proveniente das valas abertas. Por exemplo, resido na Avenida Fernando Namora, foi rasgada tantas vezes este ano que já lhe perdi a conta. Não percebo como nestas artérias principais para cablagem e tubagens diversas não existe uma calha comum onde todas as empresas introduzam os seus meios de comunicação. Esta utilização acompanhada do pagamento à instituição encarregue de gerir este serviço publico. A isto chama-se ordenamento do território, palavra pouco utilizada e aplicada na Câmara Municipal de Coimbra.     

            A Avenida Fernando Namora é daquelas avenidas em que quase tudo está mal, como tantas outras desta cidade. Esta avenida serve de circular externa, quando na realidade ela só está preparada para receber o trânsito local, cheia de vias de entrada e de saída da mesma. O volume de tráfego é enorme durante todo o dia, os sinais limitadores de velocidade e os protectores sonoros em acrílico estão por instalar, o barulho é imenso ao longo do dia e grande parte da noite. Os buracos e lombas que pontuam de forma irregular por esta avenida danificando as viaturas. As rotundas que dão saída para a Quinta da Lomba e Casa Branca tornaram-se o ganha-pão dos bate-chapas, tal é número de acidentes nelas ocorridos. Estes acidentes são em grande parte originados pela falta de visibilidade das entradas anteriormente referidas. Esta avenida e os seus acessos ficam no inverno frequentemente inundados e obstruídos de pedras e terra provenientes das urbanizações da vertente do Chão do Bispo – Areeiro. O único local arranjado é interior das rotundas, um fantástico condomínio para os cães vadios, muitas vezes juntos em matilhas, até que um dia aconteça alguma desgraça com uma criança que se dirija às muitas escolas da zona.

            Senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, onde pára o dinheiro pago em impostos cada vez que se adquire uma casa nesta cidade? Estado mínimo nos serviços, máximo nos impostos!

            Que raio de Amor tão sádico.

Hugo Duarte                                                                                                    Geógrafo

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